28/02/2017

Garotas de Vidro

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Lia é uma jovem de 19/20 anos e totalmente insatisfeita com o seu corpo, sua melhor amiga de anos, Cassie, também passava pelo mesmo problema até ser encontrada morta em uma manhã. Como Cassie morreu? Como Lia vai enfrentar mais esse tormento em sua vida? Todas essas questão vão sendo desenroladas no livro Garotas de Vidro
A autora conseguiu criar uma história angustiante e que te prende do início ao fim. O livro é narrado em primeira pessoa, pela Lia e mostra todo seu sofrimento e sentimento de culpa por não ter atendido Cassie na noite em que morreu. Afinal elas haviam parado de se falar há algum tempo e achava que não tinha muita coisa de útil para conversarem, mas Cassie a ligou 33 vezes, e é isso que deixa Lia inquieta e apavorada durante o livro. Por que ela não atendeu? Ela acaba se culpando pela morte da amiga. E além da doença, de se achar feia, gorda, ela faz autoflagelação, se punindo por fazer parte desse mundo e ainda por cima se punindo pelo que aconteceu com a amiga.




A Lia foi uma personagem que adorei, ela é forte e até madura para a situação que enfrente, imagino que não é fácil passar pela doença que ela tem, se sentir sempre feia, sem poder comer direito, contando sempre calorias, ou tendo de vomitar para se sentir melhor, por conta do que ingeriu, e ainda por cima fingir pra sua família, pra sua irmãzinha Emma e pra sua mãe, médica bem rigorosa, que está tudo bem. A autora soube descrever bem a dor da personagem, durante a leitura a gente se sente próximo a ela e sente sua dor também.
Ela passa por situações bem difíceis, é uma menina frágil assim como Cassie era, realmente garotas de vidro, frágeis e que poderiam se quebrar a qualquer momento, na verdade, acredito eu que Lia já estava quebrada em vários pedaços por dentro, mas ninguém reparava.

Os pontos que não gostei no livro, foi a maneira como Laurie Halse Anderson apresentou Cassie, quando na história ela teve oportunidade de demonstrar a sua ligação com Lia, tudo foi resolvido rápido demais e a explicação acabou ficando um pouco a quem da força da história. Infelizmente não dá para comentar muito essa parte, sem fazer um spoiler, por isso não irei me estender.
Achei também que Elijjah, amigo que Lia acaba fazendo, poderia ter sido mais explorado, era um personagem muito bem construído e que foi fundamental pro desenrolar de tudo.

A busca pela identidade e a angústia da dúvida de ter podido salvar uma amiga nos prende ao livro de tal forma. E tudo ficou ainda mais intenso ao pensar que vários jovens passam por isso. Algumas cenas de Lia com sua mãe também me emocionaram bastante, a vontade de ajudar uma filha doente e se sentir impotente por não conseguir. Aquela dor de querer tirar o sofrimento de alguém que você ama. Garotas de Vidro foi uma excelente leitura, que soube mexer com meus sentimentos.

3 comentários:

  1. Oi Nati, tudo bem?
    Nossa que história forte. Consegui imaginar o sofrimento da personagem por passar por essa situação. Gosto bastante de livros que abordem este tema, pois através da leitura é possível ajudar várias pessoas que passam por esses problemas.
    Beijos

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  2. Nati, eu acho o enredo super atual e condizente com a necessidade de debater esse tema!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Esse é outro livro que morro de vontade de ler!
    Tem outro da autora que também fala sobre temas fortes, polêmicos e sobre doenças, como esse. E quero ler os dois brevemente, pois, acho que sempre refletimos e aprendemos mais.
    Ainda mais sobre autoflagelação, um assunto que está em alta e precisa ser discutido e ajudado as pessoas que estão infelizmente passando por isso.
    bjss

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