22/01/2018

Análise de Os Últimos Jedi (com spoilers)

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<Esse post contém muitos spoilers>

A primeira coisa que tenho que falar é: assista o filme duas vezes! Se gostou da primeira vez vai gostar ainda mais na segunda, e se não gostou, você pode se surpreender quando vir de novo. Foi assim comigo.
Quando assisti da primeira vez, a experiência em si não foi tão legal. Além disso, as expectativas para esse filme eram altíssimas e as teorias que fomentei, foram muitas. Nada do que imaginei, completamente nada. Os Últimos Jedi foi totalmente inesperado e surpreendente e esse baque fez com que eu só enxergasse os possíveis pontos negativos da história. Mas quando assisti da segunda vez, já sabendo o que iria encontrar, o sentimento que o filme me despertou foi totalmente diferente.
Pensei em como faria esse post mas vi que não seria possível sem spoiler, já que eu queria analisar e compartilhar com vocês os pontos que entendi. Então só leia caso já tenha assistido Os Últimos Jedi e vamos ter uma conversa saudável nos comentários.

O primeiro ponto que temos que entender com esse filme é: renovação. Ele não é praquele fã saudoso que queria ver mais do Luke e queria saber nos detalhes o que aconteceu com ele nos anos que se passaram; o filme é(principalmente) para possíveis novos fãs, por isso a necessidade de renovar os principais personagens e atualizar a franquia. Vamos ser sinceros, Star Wars nunca vai acabar, sempre haverá alguma história dessa saga incrível, pra ser explorada e virar filmes, jogos, livros, hq's. Daqui há 20 estaremos ainda indo nos cinemas para assistir novas aventuras ligadas a Força. E obviamente gera lucro para a Disney, assim eles vão sempre tentar atualizar a franquia, queremos nós ou não. gostemos ou não, é necessário.
Pois bem, é aqui que temos Paul, Finn, Rey e Kylo Ren. Se enxergarmos a divisão do filme nos personagens conseguimos ver claramente os seus pontos de evolução. 

<Paul>
Indo pela ordem de aparecimento no filme, primeiro temos o Paul mostrando-se o maior piloto da galáxia e querendo explodir tudo, impulsivo e arrogante. Apesar de achar que não precisavam ter o colocado como um babacão, fica claro que a intenção é que ele lidere a Rebelião no terceiro filme, ainda mais por conta da perda da Carrie Fisher
Desses novos, ele é o personagem que menos me atrai, mas chegou ao final de Os Últimos Jedi com uma postura totalmente diferente, cheio de esperança.

Esperança, inclusive, é a palavra que move toda a história e está presente nos discursos e ações de muitos personagens.

<Rey e Luke>
Continuando, Rey segue em busca de Luke para tentar ajudar a Rebelião, mas o que ela buscava mesmo era a verdade sobre seus pais e sobre qual seria seu verdadeiro lugar no mundo. O arco da Rey era o mais aguardado desde o Despertar da Força, ainda mais porque ela iria treinar com o grande mestre Skywalker. Mas é nesse momento que muitas expectativas e teorias caem por terra pois mestre Luke era apenas uma lenda, ele havia se tornado um Jedi amargurado e recluso. Ninguém esperava ver o personagem assim, nem mesmo o Mark Hamill, imaginávamos ver um Luke ativo, que voltasse pro lado da irmã assim que a Rey aparecesse. Mas tudo que foi passado no filme é muito aceitável imaginando toda a carga dramática que ele traz consigo desde novo. Pensem comigo, ele perdeu o tio quando ainda era bem jovem(tudo bem que não soltou uma lágrima haha), conheceu Obi-Wan Kenobi por acaso e foi com ele treinar e conhecer a Força, teve que se separar dos seus amigos para poder treinar com Yoda em um planeta distante. Depois viu Obi-Wan morrer, perdeu o Yoda, perdeu uma mão, descobriu que seu pai é o Darth Vader e quando consegue despertar o bem que ainda há no pai, também o vê morrer. Se vê com a responsabilidade de manter viva a Ordem Jedi, então anos depois resolve treinar seu sobrinho e outros jovens, o que não dá muito certo pois o Lado Negro da Força crescia em Ben Solo. Ou seja, vocês viram nesse resumo bem resumido como há um grande peso de vida nos ombros do Luke, então é completamente compreensível como ele foi apresentado no filme. Além do mais, não é porque ele é um dos mais poderosos Jedi que necessariamente tem de ser um bom mestre, tem formas e formas de se trabalhar com a Força e dela ser poderosa na pessoa. A conclusão que deram para o personagem foi uma das sequencias mais lindas e me fez chorar loucamente no cinema e depois de sair dele (quando me lembrava da cena). Foi um final muito respeitoso a toda trajetória do Luke e por mais que tudo não fosse o que esperávamos antes, foi bem explicado, foi lindo e mais uma vez uma renovação da esperança na história. Ele se sacrificou, mostrou todo seu poder e se tornou uma lenda ainda maior para as gerações futuras.
Voltando a Rey, sua evolução foi perceber que não precisa ter uma origem especial pra ser alguém importante e o quanto ela é poderosa e que treinando(provavelmente sozinha) vai conseguir ser mais poderosa com a Força. Não gostei muito do excesso de cenas usando a ligação dela com o Kylo Ren, acabou cansando um pouco. Tirando isso adorei sua determinação, sua impulsividade(lembrando o jovem Luke). 




<Kylo Ren>

Se no trailer deu a entender que o Kylo mataria sua mãe, no filme vemos que esse mal ainda não tomou conta dele, pelo menos em momentos que não está tomado pela raiva. Independente disso, a evolução dele foi justamente no lado negro da força, era pra esse filme ele se destacar como vilão e como um sith poderoso para ser o grande vilão do próximo. Sinceramente acho que ele não segura uma responsabilidade tão grande. Ele continua sendo desequilibrado emocionalmente e muitas vezes parece um jovem que fica com raivinha porque foi contrariado e somente isso. Que ele é poderoso não dá pra negar, mas todo esse poder fica em segundo plano quando ele perde o controle, ao ponto de ter muita dificuldade de lutar com os guardas do Snoke, cena em que a Rey se saiu muito melhor. Aliás, não gostei deles terem desperdiçado o Snoke, matando-o já nesse segundo filme, mas entendo que é pela renovação da franquia, inclusive do representante do lado negro da Força.

<Finn>

Chegamos ao arco que eu mais gostei na história, e o que menos gente gostou e que foi o grande impulsionador dessa postagem, a evolução do Finn. A única coisa que não gostei foi justamente a inserção da personagem Rose, achei que ela não teve química com o Finn, sua participação foi praticamente desnecessária e ainda achei bem hipócrita da parte dela falar que odiava o planeta pra onde foram porque ali viviam aqueles que lucravam com as guerras e que crianças eram maltratadas(como ela foi) mas na chance que teve de libertar as crianças não fez nada para ajuda-los, só liberou aquela espécie de animais que provavelmente iriam ser capturados novamente. Mas ok. A questão aqui é que quero que pensem em como o Finn era em O Despertar da Força e como ele terminou Os Últimos Jedi. Finn foi considerado um traidor por ter fugido e "!traído" a Primeira Ordem se aliando a Rebelião. Mas na verdade ele não passava um cara que queria fugir de tudo porque queria sobreviver, podemos até considera-lo um tanto quanto egoísta pois ele só pensava no seu próprio bem-estar e no máximo da sua amiga Rey. Ao ser enviado pra busca do decodificador com a Rose, Finn ficou deslumbrado no início pois ele gostaria de viver num lugar luxuoso como aquele mas ele foi vendo aos poucos que as coisas não são exatamente como parecem ser, foi percebendo que existem outras pessoas e até mesmo crianças que sofrem com tudo isso. No momento que ele descobriu a traição do Decodificador, foi ali que ele percebeu a importância de se lutar pela causa e quantas pessoas da Rebelião morreriam por conta da ganância de alguém. Ali ele começou a ser mais altruísta e pensar mais nos outros. Fora a luta com a Phasma(que foi pessimamente aproveitada no filme) que foi algo bem marcante pra ele. Nesse ponto ele se libertou de qualquer medo que ainda o prendia ao passado, ali ele lutou com um verdadeiro guerreiro e tomou as rédeas de sua vida e suas escolhas, mas não apenas pensando nele. Quando ele volta a nave da Rebelião, vemos um novo Finn cheio de esperança e entendendo o verdadeiro sentido da causa, tanto que estava a ponto de se sacrificar por todos que estavam ali. 
Eu amo o Finn, mas um final lindo pra ele seria mesmo a morte no momento que resolveu se sacrificar, seria o fechamento perfeito pro ciclo do personagem. Não sei que papel ele vai ocupar no terceiro filme. Mas com certeza, ele foi quem mais evoluiu e infelizmente muitas pessoas não conseguiram observar isso pois consideraram que todo aquele arco não valeu de nada, já que eles foram e voltaram sem cumprir a missão. Mas valeu e valeu demais, valeu pra ele ser menos egoísta, pra entender o que a chama da esperança representa, pra ele mostrar isso aos telespectadores. valeu pra ele se desvincilhar do passado amargo.





Não consigo ter ideia do que esperar no próximo filme e isso na verdade é até bom pois diminui a expectativa. Os Últimos Jedi deixou tudo muito em aberto e pode acontecer muita coisa. Só consigo imaginar que teremos a Rey ainda mais poderosa com a Força e que ela vá continuar treinando sozinha. 

Me digam nos comentários, o que vocês acharam do filme?




10/01/2018

Vamos de novo? (metas literárias)

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Feliz 2018 minha gente!!

Me desculpem por aparecer por aqui só 10 dias depois do ano novo mas só agora que estou começando a voltar a rotina do blog e mídias sociais. Já tenho postado com frequência, novamente, no instagram e aos poucos o Ei Nati vai voltando também. E nada melhor do que começar o ano falando sobre metas, ainda mais metas literárias.

Eu geralmente não faço muitas metas literárias, somente de quantidade de leitura porque eu sempre falho miseravelmente. Inclusive se você assistiu esse vídeo aqui, saibam que eu li apenas 1 dos livros e olhe lá haha. Mas cá estou eu não desistindo nunca e tentando novamente. 

Ler 50 livros

Pelo terceiro ano consecutivo eu me proponho essa meta, em 2016 eu li um pouco mais da metade disso, já em 2017 li apenas 11. Então resolvi tentar novamente porque quero sentir o prazer de conquistar esse número que tem me parecido tão difícil.


Reler As Crônicas de Nárnia

Eu li já há alguns anos e sempre é bom voltar a Nárnia, assim como é maravilhoso quando retorno a Hogwarts em alguma leitura. E quero demais relembrar todas essas histórias que tanto amo e me reencontrar com Aslam.


Ler O Guia do Mochileiro das Galáxias

Não acredito que até hoje só li o primeiro e mesmo tendo gostado muito não li nenhum dos outros livros. Esse ano isso irá mudar.


Ler Tolkien

Sim, eu nunca li nenhum livro de Tolkien, apesar de amar a história criada por ele e adorar as adaptações. Sempre adiei pois eu achava que não estava preparada como leitora, sabem? Sempre tive dificuldade com livros de fantasia por confundir com facilidade as variações de nomes de lugares e personagens e isso sempre foi um empecilho pra ler sobre a Terra Média. Agora, no auge dos meus 30 anos, acho que estou pronta e me sentindo preparada pra essa jornada. Começarei com O Hobbit e depois lerei O Senhor dos Aneis.



Essas são minhas metas literárias para 2018. Depois volto com um post dedicado a outros tipos de metas.
Quais são as metas de vocês para os livros, esse ano? Gostariam de que eu fizesse algum tipo de leitura conjunta com vocês de algum desses livros, ou algum projeto especial? 
Me contem nos comentários!




22/12/2017

O que achei de Liga da Justiça?

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Tenho que iniciar esse post falando que fui ao cinema sem nenhuma expectativa. Ou melhor, fui esperando me decepcionar; mas saí de lá animada com o filme que eu tinha acabado de assistir. A animação não durou tanto e vou explicar porque.
Liga da Justiça (no geral) é aquele filme que diverte e empolga por trazer aqueles heróis que amamos, mas quando começamos a analisar cada personagem e cena, ele deixa a desejar.

Os melhores momentos e cenas foram (mais uma vez) as que apareciam as amazonas. É lindo ver a força dessas mulheres representadas no cinema. Elas são demais!! Gal Gadot mais uma vez arrasou também. Segurou muito bem a figura de liderança no grupo que tinha acabado de se juntar e ainda se conhecendo. Dona da p***a toda!

01/12/2017

Meus 5 perfis literários favoritos no Instagram

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Ei gente linda!
Eu tenho ficado cada vez mais no instagram, acompanhando os stories e as fotos que aparecem no meu feed. E desde que resolvi me esforçar ao máximo pra manter um feed agradável e harmônico com as coisas que gosto e meu dia a dia, tenho seguido vários perfis literários lindos, e são os meus preferidos que vou compartilhar hoje com vocês.

Tem alguns que eu já conhecia há um tempo, outros conheci por conta de sorteios, outros foram através das hashtags que mais uso, ligadas a livros.

@jencleoncio.reads



Sorteio de Natal: 21 Livros - 7 Ganhadores

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O Natal é uma época muito especial e pensando nisso o Da Imaginação à Escrita reuniu os blogs amigos para presentear os leitores! São 21 livros e 7 ganhadores! Não perca a chance! Confira o regulamento do sorteio no final do post. Boa sorte!


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