
Um livro onde quatro acidentes de avião acontecem ao mesmo tempo, causando a morte de centenas dos passageiros e onde sobrevivem apenas três crianças. Um livro onde em uma última gravação de uma das passageiras deixa subtendido que há um mistério envolvido. Tudo isso já seria o suficiente para o livro ser surpreendente e maravilhoso não é mesmo? Não!
Apesar desse livro dividir muitas opiniões dos leitores, eu o peguei para ler com a impressão que eu ia gostar dele. Mas na verdade, a única coisa que não me fez abandona-lo foi minha curiosidade sobre o motivo daquilo tudo.
As tragédias com os quatro aviões acontecem em pontos diferentes do mundo e após isso, apenas três crianças sobrevivem, uma de cada acidente.A partir daí acompanhamos a vida das famílias das crianças, como a impressa afetaria a vida deles e como as pessoas vão superando e encarando essa desgraça e esse milagre. Os Três é contado como se fosse um livro dentro de um livro, pois é uma compilação de histórias e fatos feita por um jornalista que iria publicar um livro sobre esse dia, que ficou conhecido na história como a Quinta-feira Negra.
Esse ponto de vista de ter um livro ficcional dentro do livro real é interessante, porém a forma como os capítulos foram arranjados deixou tudo confuso. Cada capítulo tratava de um parente de uma criança diferente. Então o leitor fica conhecendo os membros das famílias, suas crises, suas dificuldades e ainda fica conhecendo alguns amigos e afins. Ou seja, são muitos personagens para pouco conteúdo.
Se não houvesse tantos personagens com situações a contar, talvez tivesse dado certo. Mas ao ponto que eu ia lendo eu já não sabia mais quem estava narrando, a quem estavam se referindo. Então ficou tudo chato, massante e desinteressante. Eu não consegui criar nenhum vínculo com os personagens e nem ao menos as crianças sobreviventes se mostraram personagens interessantes. A única coisa que me movia a ler era a curiosidade de porque apenas crianças sobreviveram, mas em nenhum momento a leitura instigou minha curiosidade. Eu cheguei ao ponto de pular várias páginas em diversos momentos somente para terminar logo.
Apenas nas últimas vinte páginas, quase um epílogo, é que a autora conseguiu acelerar a história e criar um bom suspense, o que deveria ter sido feito desde o início. Mas mesmo assim não foi bom o bastante, pois ela conseguiu mudar completamente aquela que havia sido a melhor personagem do livro e com isso arrasou o final que foi dúbio.
Infelizmente, eu fui mais uma leitora que não gostou do livro, mas como sempre digo nenhuma resenha é absoluta, então se quiser se aventurar leia Os Três para tirar suas próprias conclusões. Mas para mim foi uma total perda de tempo.
- 17 outubro
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